A produção do figurado em barro de Estremoz, vulgarmente conhecida como “Bonecos de Estremoz” foi classificada a 7 de dezembro de 2017 como património cultural imaterial pela UNESCO. 

Esta arte popular com mais de três séculos, a que se dedicam vários artesãos do concelho, consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e é realizada manualmente segundo uma técnica que remonta ao século XVII. Estão inventariados mais de cem bonecos diferentes, simbólicos, que são inspirados no quotidiano das gentes do Alentejo representando figuras, ideias e valores das comunidades tradicionais e rurais.   

Os “Bonecos de Estremoz” foram o primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz e pelo Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho

O Governo Português regozija-se com classificação dos Bonecos de Estremoz como Património Imaterial da Humanidade

A classificação dos Bonecos de Estremoz como Património Imaterial da Humanidade, atribuída pela UNESCO, é o reconhecimento de uma arte tradicional portuguesa e «um orgulho para o nosso País», refere um comunicado do Ministro da Cultura. Os Bonecos de Estremoz são o primeiro figurado no mundo a merecer esta distinção da UNESCO, que contribuirá certamente para projetar a manifestação desta arte popular a nível mundial.

O saber-fazer associado aos Bonecos em barro de Estremoz «constitui um tipo de produção manual praticado por cerca de uma dúzia de artesãos» da cidade, refere um comunicado do Ministro dos Negócios Estrangeiros

«Constituem marcas identitárias deste elemento patrimonial da criação das tradicionais figuras em barro, o processo de modelação (placa, bola, rolo e o vestir da figura), as tipologias de modelos, e ainda o caráter estético, expresso em particular na sua viva policromia», acrescenta.

 Rota cultural de manifestações culturais classificadas

O Ministro da Cultura «manifesta o compromisso de dar todo o seu apoio para que outras iniciativas o alcancem e se projetem igualmente num quadro de desenvolvimento sustentável de todo o território nacional», «tendo em vista o Projeto de valorização de uma Rota Cultural que integra todas as manifestações classificadas e em vias de classificação como Património Imaterial da Humanidade das Regiões do Alentejo e do Ribatejo». 

O Ministro da Cultura felicita particularmente todos os estremocenses e a Câmara Municipal de Estremoz, responsável pela iniciativa desta candidatura.

Na elaboração da candidatura, além da Câmara de Estremoz, participaram a Direção Regional de Cultura do Alentejo e o Centro UNESCO para a Valorização e Salvaguarda do Boneco de Estremoz, bem como da Comissão Nacional da UNESCO que prestou aconselhamento e efetuou a revisão do processo antes do seu envio.

Este é o sétimo património português inscrito nas Listas da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. Encontram-se já inscritos o «Fado, canção urbana popular de Portugal» (2011), a «Dieta Mediterrânica» (2013), o «Cante Alentejano, canto polifónico do Alentejo, sul de Portugal» (2014) e a «Falcoaria, património vivo da humanidade» (2016).

Encontram-se incluídos na Lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente a «Manufatura de chocalhos» (2015) e o «Processo de Confeção da Louça Preta de Bisalhães» (2016).

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